O Fantasma da Ópera Brodway

 









     “O Fantasma da Ópera” volta em agosto no Teatro Renault.

A superprodução estreou em 2005, ficou em cartaz durante dois anos e foi aplaudida por 850 000 espectadores na cidade.

Uma nova geração começa a ocupar as plateias, e os clássicos ganham remontagens em busca de um público diferente e ampliado. Falta de opção ou estratégia de mercado? Pouco importa. Relançado em março do ano passado, Les Misérables fez bonito entre março e dezembro no Teatro Renault. As novas versões de A Noviça Rebelde e Os Produtores, que estreiam nas próximas semanas, seguem essa lógica. O investimento mais pesado da temporada, porém, deve ser a reedição de O Fantasma da Ópera, que ocupa o palco do Renault em agosto. As audições foram abertas e seguem no maior sigilo.

O Fantasma da Ópera, de Andrew Lloyd Webber, foi um dos grandes sucessos do então Teatro Abril, o atual Renault. Orçada em 10 milhões de dólares, a superprodução ficou em cartaz por dois anos, entre abril de 2005 e abril de 2007, e foi aplaudida por mais de 850.000 espectadores na cidade.

Estavam lá os cenários suntuosos, os figurinos irretocáveis, os efeitos de tirar o fôlego — o lustre de 450 quilos despenca do alto do teatro para o meio do palco em poucos segundos — e a trama melodramática defendida por 37 atores-cantores. Saulo Vasconcelos viveu o atormentado e deformado gênio da música que ocupa o subterrâneo da Ópera de Paris no fim do século XIX e ensina, secretamente, canto à corista Christine (Sara Sarres e Kiara Sasso alternaram-se no papel). Apaixonado por ela, o Fantasma exige que a jovem ocupe o lugar da temperamental diva Carlotta (representada por Solange Siquerolli). Contrariado pelos diretores e, principalmente, com o romance entre Christine e seu amigo de infância Raul (papel de Nando Prado), o protagonista torna-se ainda mais ameaçador. A responsabilidade da equipe dessa nova versão será enorme. O sucesso precisa se repetir para o show continuar.

Fonte: Veja Sâo Paulo

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